Miguel Albuquerque confirmou, esta segunda-feira, a demissão como presidente do Governo da Madeira, mas pode permanecer no cargo até à realização de novas eleições regionais.
À saída de uma reunião com o representante da República na região, Miguel Albuquerque confirmou – sem surpresa – a decisão: “Vim apresentar ao representante da República a minha demissão e o representante irá anunciar em altura própria os efeito dessa demissão”, disse aos jornalistas.
O representante da República, Irineu Barreto, esclareceu, porém, que a demissão de Albuquerque “por enquanto não tem efeitos imediatos”. “Aceitei a decisão mas ainda não o demiti”, explicou, admitindo “estar a ponderar (…) qual a melhor altura para que a demissão produza efeitos”. Em causa estão “problemas pendentes”, como a aprovação do orçamento regional para 2024.
Miguel Albuquerque já tinha anunciado a intenção de pedir a demissão, na passada sexta-feira, apenas dois dias depois de ter sido constituído arguido num inquérito que investiga suspeitas de corrupção, abuso de poder, prevaricação, atentado ao Estado de Direito, entre outros crimes. No âmbito deste processo, foram ainda detidos o presidente da Câmara do Funchal, Pedro Calado (PSD), e de dois gestores do grupo AFA (que devem ser, ainda hoje, ouvidos em tribunal).
Marcelo avança para eleições?
Marcelo Rebelo de Sousa deve agendar eleições antecipadas na Madeira. A notícia, avançada pelo Correio da Manhã, no passado fim-de-semana, foi confirmada, esta segunda-feira, pelo Expresso, que diz que esta será “a solução encontrada” pelo Presidente da República para resolver a crise política que se instalou na região.
Ainda assim, Marcelo Rebelo de Sousa procura “uma solução transitória pelo meio”, pois terá de “cumprir todos os procedimentos constitucionais, que incluem ouvir os partidos regionais e o Conselho de Estado, coisa que só poderá fazer depois de 24 de março”.