O presidente turco Recep Erdogan está debaixo de fogo da oposição e de muitos líderes mundiais devido à purga que iniciou depois do golpe de 2016, que o tentou derrubar do poder. Desde então, mais de 40 mil pessoas, entre magistrados, polícias, jornalistas e oficiais do exército foram presos e mais de 120 mil funcionários públicos foram suspensos ou despedidos. Todos com a mesma acusação: conspirar contra o regime.
Pois esse regime, que, em junho deste ano, ganhou novos poderes com Erdogan a tornar-se simultaneamente presidente e chefe de governo, aprovou uma nova Constituição cujo objetivo é cristalizar o líder no poder.
Os “percalços” diplomáticos, como as sanções impostas pelos EUA, têm feito o novo “sultão” turco virar-se para países como a Rússia ou o Qatar.
Estas novas amizades têm dado frutos. O mais recente dá pelo nome de Boeing 747-8i, considerado o avião mais luxuoso do mundo e do qual apenas existem menos de 10 exemplares, todos personalizados.
Foi este o super-presente no valor de 400 milhões de euros que Erdogan recebeu, como avião presidencial, do emir do Qatar. Tamin Al Zani quis agradecer o facto da Turquia se ter posto do seu lado quando, no ano passado, a Arábia Saudita e uns quantos aliados da zona tentaram colapsar a economia do Qatar ao impor sanções.
O novo palácio voador tem capacidade para 70 pessoas – o normal no 747 são 500 passageiros – salas de reuniões, salões de convívio e hospital. Está decorado à maneira dos sultões, com muitos dourados, e todos os luxos e mordomias que uma equipa de 18 tripulantes pode trazer.
Além do presidente turco, também os chefes de Estado de Marrocos, Omã, Koweit e Brunei voam neste modelo personalizado ao gosto de cada um.
Erdogan é conhecido por gostar de luxos. Além de carros topo de gama, vive no palácio presidencial que ele mesmo mandou acrescentar que e 30 vezes maior que a Casa Branca e quatro vezes o Palácio de Versalhes. Além dos 1 150 quatros, tem salões a perder de vista, num deles podem jantar duas mil pessoas sentadas. Para zelar por tamanha propriedade são precisos dois mil empregados.