Os catalães utilizaram várias estratégias para votar ou mesmo fazer a contagem dos boletins no dia do referendo à independência. A proibição decretada por Madrid não impediu que milhares de pessoas fossem às urnas, embora muitas delas tenham sido retiradas com o uso da força da Guardia Civil, deixando vários catalães feridos.
A operação logística para montar o referendo à margem das imposições de Madrid foi complexa, mas cada um dos grupos de pessoas envolvidas manteve sempre o segredo bem guardado. Apesar de a Guardia Civil ter confiscado milhares de boletins de voto dias antes do plebiscito, a impressão de outros não se avizinhou complicada. O mais difícil foi mesmo guardar, num local seguro, as 10 mil urnas que foram encomendadas e, no dia do escrutínio, distribuí-las pelas secções de voto.
Vários presidentes de câmara disseram mesmo não ter ideia de como as urnas chegaram aos locais, embora algumas tenham chegado uns dias antes e sido, depois, escondidas em carros, igrejas e casas particulares, conta o El País.
Alguns vídeos dos malabarismos utilizados para contornar a ação da polícia espanhola têm sido publicados nas redes sociais. Eis cinco exemplos:
Os votos são contados no interior de uma igreja enquanto as pessoas cantam para que a polícia não perceba o que se passa
Crianças e adultos ocuparam um dos locais de voto
Os bombeiros catalães fizeram de escudo humano para proteger a população da polícia espanhola (Guardia Civil)
A polícia catalã fez o mesmo
Estes eleitores conseguiram manter a assembleia de voto aberta o dia todo, mantendo-se à porta, apesar de duas investidas da polícia espanhola