“Olá, eu sou a Bana e sou uma menina de sete anos. Eu e a minha mãe publicamos tweets em direto da zona Este de Aleppo. A conta é gerida pela mãe”. Bana apresenta-se assim no Twitter, onde, desde 23 de setembro, começou a partilhar a sua vida “com o mundo”.
Tornou-se popular por contar os seus dias num país em guerra – atualmente tem 216 mil seguidores -, relatando vários detalhes, como facto de estar doente e não ter medicamentos. Na noite de domingo, 4, no entanto, partilhou um tweet onde contava que a sua casa estava a ser atacada e que tinham de sair.
Desde então, a conta ficou desativada, levando os seus seguidores a unirem-se com a hashtag #WhereIsBana (onde está Bana). Mas às 12h11 minutos de terça-feira a menina voltou a publicar: “Olá, meus amigos, como estão? Eu estou bem. Estou a ficar melhor mesmo sem medicamentos e com demasiadas bombas. Tenho saudades”, escreveu a menina.
Numa conversa telefónica com a Agência France Press, o pai de Bana, Ghassan Alabed, confirmou que a casa foi destruída por um bombardeamento, mas adiantou que toda a família está bem. “A rede de internet é muito fraca”, acrescentou.
Há três semanas que a tensão tem vindo a aumentar com o cerco das forças de al-Assad, juntamente com forças russas, às zonas a oriente da cidade anteriormente controladas por rebeldes.
Esta conta foi criada por Bana e pela mãe, Fatemah, a 23 de Setembro deste ano e tem 215 872 seguidores que deram de tal forma expressão à conta que geraram uma onda de solidariedade online incrível para com esta menina.