Ng Lai-Ying acusou o inspetor-chefe Chan Ka-Po de tocar no seu peito, durante um protesto em março. Contudo, o tribunal decidiu contra ela, argumentando que a mulher, de 30 anos, deliberadamente empurrou o peito contra o agente, para poder acusá-lo de assédio, e condenou-a três meses e 15 dias de prisão.
Segundo o South China Morning Post, foram cerca de 200 as pessoas que participaram na manifestação, em frente à sede da polícia, em Wan Chai. Os protestantes marchavam, gritando o slogan “os seios não são armas”, enquanto envergavam sutiãs por cima da roupa ou empunham a peça de roupa interior.
Para o magistrado Chan Pik-kiu, Ng Lai-Ying “usou a sua identidade feminina para alegar que este agente a molestou”.
“É ridiculo e alarmante que o juiz acuse uma manifestante de agredir um polícia com o peito. Devemos ficar calados perante a violência sexual?”, indigna-se Ng Cheuk Ling, uma ativista de 24 anos da Liga das Mulheres de Hong Kong.