Os prisioneiros eram forçados a manter-se de pé, mesmo sobre membros partidos, durante várias horas. Outros eram mantidos em absoluta escuridão e submetidos a privação de sono até 180 horas – são mais de sete dias sem dormir. Durante este período, era obrigados, muitas vezes, a manter-se de pé e algemados, com braços acima da cabeça.
O rol de técnicas de tortura usadas pela CIA durante a detenção e interrogatório de prisioneiros suspeitos de terrorismo, no pós 11 de Setembro, continua: alguns era submetidos a “alimentação ou rehidratação retal” ou a exames retais conduzidos “com força excessiva”.
O relatório do Senado, divulgado terça-feira, menciona ainda simulações de execuções, roleta russa e ameaças a familiares dos prisioneiros.
Um dos detidos morreu de hipotermia, provocada, em parte, por ter sido forçado a estar sentado num chão de cimento, sem calças, durante um longo período de tempo.
O documento refere-se ainda à “masmorra”, um centro de detenção que se acredita estar localizado no Afeganistão, com 20 celas. Aqui, os prisioneiros eram mantidos em “absoluta escuridão e isolados nas celas, com música alta”.