A notícia caiu como uma bomba – a lenda do basquetebol da NBA, Kobe Bryant, despedia-se inesperadamente, depois de o helicóptero em que seguia se ter despenhado contra uma colina, na Califórnia, EUA, este domingo, 26. O acidente vitimaria outras sete pessoas, incluindo o piloto do helicóptero, e não houve sobreviventes.
Esta era a linha mestra das primeiras notícias sobre o desastre, a esquecer um “detalhe” que provocou toda uma outra homenagem: Gianna Maria-Onore, a segunda de quatro filhos de Kobe e da mulher, Vanessa, uma ex-modelo, também seguia naquele voo. Tinha 13 anos e desde criança que também era uma figura de destaque nos jogos dos LA Lakers, ao lado da irmã mais velha, Natalia, 17 anos. (os Bryant tiveram mais duas filhas depois de Kobe se ter aposentado do basquete: Bianka, 3 anos, e Capri, 7 meses.)
Quando se tornou uma jovem adolescente, o amor de Gigi pelo basquete fê-la saltar das bancadas para o campo – e com tal empenho que, numa entrevista recente a Jimmy Kimmel, um orgulhoso Kobe garantia que “certamente” Gigi iria jogar na liga profissional um dia. E quando lhe sugeriam que tivesse um rapaz para carregar o legado, o atleta respondia sempre: “Não precisamos, temos Gigi”.
Não foi o único elogio rasgado que o pai lhe fez. Por exemplo, ao podcast do Showtime Basketball “All the Smoke”, Kobe acabou a confessar que voltara a assistir aos jogos, depois de se reformar, por amor a Gigi. Como a miúda era fascinada por Trae Young, jogador dos Atlanta Hawks, um dia o pai acompanhou-a àquela cidade para assistir a um jogo do seu herói. Young mostrou-se à altura e fez questão de sublinhar que estava igualmente empolgado em conhecer Gigi – e pouco depois da sua morte foi para o Twitter mostrar o desconsolo: “Não acredito, não pode ser verdade.”
A sua presença nos media era reduzida (tinha apenas 13 anos) mas era assunto frequente no Instagram do pai famoso (e babado), tanto aparecendo de jeans, ao lado de uma amiga, como de saltos altos, a olhar para o cesto de basquete. E há também a versão de Gigi com o equipamento azul e dourado, a driblar a bola em campo, antes de afundar num salto impossível de deter. Ou vestida de homem de lata, no Halloween. Ou aos saltos de alegria, a comemorar com os companheiros de equipa, depois de derrotarem o rival.
No domingo fatídico, Gigi levantara-se para jogar basquete, como noutro dia qualquer. Ao lado do pai, e dos outros passageiros do helicóptero, ia participar num torneio na Mamba Sports Academy, em Newbury Park. Os jogos foram todos cancelados.