
A americana Laurel Halo, nome mítico da música eletrónica, será a DJ da noite de sábado, 29
O Semibreve, em Braga, desde cedo se afirmou como uma referência no panorama internacional da música eletrónica – e, não por acaso, foi recentemente reconhecido pela publicação inglesa Dazed and Confused, bíblia da cultura alternativa, que o elegeu um dos “26 festivais mais interessantes do mundo”. Nesta sexta edição, divide-se pelo Theatro Circo, GNRation e Casa Rolão (onde terão lugar as conversas com os artistas).
Na sexta, 28, a compositora americana Kara-Lis Coverdale atua, no Theatro Circo, com o artista plástico berlinense Marcel Weber, seguindo-se a também americana Kaitlyn Aurelia Smith, conhecida pelo experimentalismo das suas criações, como acontece em Ears, apresentado como “uma experiência auditiva envolvente”. Ainda no Theatro Circo, mas no pequeno auditório, atua o produtor americano Ron Morelli, que apresentará, em estreia mundial, o espetáculo Faltar, criado em colaboração com a artista visual escocesa Florence To. A noite continua no GNRation, ao som do americano Andy Stott, que vem apresentar o disco Too Many Voices, e de Nídia Minaj, produtora luso-africana de Kuduro, natural do Vale da Amoreira, na Moita, e baseada em Bordeaux.
No sábado, 29, a artista plástica e compositora belga Christina Vantzou leva a sua “música pós-clássica de ambiente minimalista” ao cenário intimista da Capela Imaculada do Seminário Menor. No palco principal, a estreia da dupla germânica Rashad Becker e Moritz von Oswald, com o seu projeto baseado na exploração sonora do piano, e, ainda, a atuação do americano Tyondai Braxton, antigo líder da banda de rock experimental Battles. Já no GNRation, o chamariz da noite é a americana Laurel Halo, nome mítico da música eletrónica, aqui em formato DJ.
O festival termina no domingo, com as atuações do violoncelista britânico Oliver Coates e do duo composto pelo produtor do Sri Lanka Paul Jebanasam e do artista plástico holandês Tarik Barri, que mostram Continuum, um surpreendente espetáculo no qual exploram um espaço composicional criado através de áudio sintético e de materiais visuais, levados ao limite das possibilidades tecnológicas.
Em paralelo com os espetáculos, haverá também um vasto programa de instalações, entre as quais se destacam as obras Quintetto, do coletivo italiano Quiet Ensemble, e Growing Verse, de Junya Oikawa, o artista japonês vencedor do EDIGMA Semibreve Award, um prémio criado sob a supervisão do engageLab da Universidade do Minho, para estimular a criação artística digital.
Semibreve > Theatro Circo > Av. da Liberdade, 697, Braga > T. 253 203 800 > GNRation > Pç. Conde de Agrolongo 123, Braga > T. 253 142 200 > 28-30 out, sex-dom 21h30 e 16h > €9 a €35 (passe)