À porta fechada, sem clientes por perto, somos recebidos no bar Salla, no piso térreo do Palácio Chiado, em Lisboa, com o pretexto de experimentar, em primeira mão, a nova carta de cocktails. Assinada pelo bartender Ricardo Ribeiro, está agora mais leve, frutada e colorida.
Atrás do balcão, estão Ricardo e Cláudio Ferreira, outro dos elementos da equipa do Salla, um bar com ambiente descontraído e sem cerimónias, decorado em tons de vermelho. A prova tem início com o cocktail La Vie en Rose (€12), feito com gin, pétalas de rosas, Martini Bianco, açúcar, limão, licor de violeta bitter e sumo de limão. Após usar o shaker, Cláudio Ferreira deixa a bebida no copo durante um minuto. “Serve para ganhar base e encontrar o equilíbrio”, explica. Ficamos também a saber que este é um dos cocktails mais coloridos e aromáticos da nova carta, inspirada em nomes ou frases icónicas de filmes. Todos as bebidas foram criadas tendo por base ingredientes que remetem para os clássicos mais marcantes do cinema.
A prova continua com uma reinterpretação do cocktail Moscow Mule. Neste caso, leva o nome Kiev Mule (€12), numa homenagem à Ucrânia. “Em vez de vodka russa, usamos uma ucraniana, cerveja de gengibre, lima e espuma de gengibre”, descreve o bartender principal do Salla. Servido na tradicional caneca de cobre, é fresco e bastante cremoso.
O Gaiola Dourada (€14) – título do filme escrito e realizado pelo luso-francês Ruben Alves, que retrata a comunidade de emigantes portugueses em França – é preparado com ingredientes 100% portugueses, como o Gin Lisboa e a Amarguinha, e ainda fruta nacional, como morangos, limão e framboesas.
“Esta é a primeira carta onde a equipa de bartenders teve a oportunidade de participar na sua criação”, diz Ricardo Ribeiro. No total, são 14 novos cocktails. Destes, dois são mocktails, pensados para quem não aprecia álcool, mas principalmente para as crianças que aqui vêm com os seus pais. “Quisemos fazer uma graça e não os deixar de fora”, continua Ricardo. O Chill Out (€6) é feito com sumo de ananás, limão e ginger ale, e o ONG (€6) leva leite de coco, sumo de lima, de laranja e xarope de baunilha.
“Os cocktais devem ser equilibrados, nem com muito nem com pouco álcool. Até porque quantidade não é qualidade”, defende Ricardo Ribeiro, acrescentado que “as pessoas já procuram mais este tipo de bebidas”. “Depende de nós, enquanto bartenders, mostrar algo diferente.”
Salla > Palácio do Chiado , R. do Alecrim, 70, Lisboa > T. 21 010 1184 > dom-qua 12h30-24h, qui-sáb 12h30-2h

