01 – Alpes – Uma última visão sobre os Alpes antes de nos começarmos a despedir do frio da Europa e já a pensar no tempo ameno de África! Num dos nossos últimos dias em Zurique, o João e a Valèrie levaram-nos a …., a 100 quilómetros da cidade, e passámos um dia único em família, com estas paisagens incríveis a acompanharem-nos cada vez que olhávamos para algum lado!
02 – Trenó – A nossa viagem é feita um pouco de todos os meios de transporte e, como não poderia deixar de ser, na montanha, utilizámos o trenó para, encosta abaixo, nos divertirmos e entrarmos numa competição amigável com o intuito, não de ver quem chegava lá abaixo primeiro, mas sim qual dos pares conseguia cair menos vezes e no dia seguinte ter menos pisaduras no corpo!
03 – Zurique – A cidade de Zurique foi a que mais tempo ficámos na Suíça, não porque tivéssemos delirado com ela, mas porque estávamos com pessoas com quem queríamos ficar sempre mais um dia! No dia anterior à despedida, passeamo-nos ao entardecer pelo centro da cidade que, pelo quase ausência de nuvens, nos proporcionou fotografias desta beleza!
04 – Pela Alemanha – E o frio continuou no dia seguinte, desta vez pelas estradas alemãs. O frio e a neve e o gelo na estrada e a grande vontade de chegar rápido ao aeroporto! A tarefa não foi fácil e depois de descermos umas quantas encostas muito lentamente com medo de cair outra vez, acabámos por nos conseguirmos perder algures, não sabemos ainda hoje onde, e sermos acolhidos por uma família que, no meio de um nevão enorme, nos recebeu com uma sopa bem quente!
05 – Para o Cairo – A indicação há muito esperada! Com as bicicletas embaladas e os sacos com todas as nossas coisas dentro devidamente acondicionados, o tempo não passava e ainda tivemos de esperar mais de duas horas no aeroporto por razões de segurança: a tempestade de neve não dava tréguas. Porém, tudo correu bem e embarcámos pouco depois da meia-noite numa viagem que nos levaria para o lado de lá, para o Egito!
06 – Chegada ao Cairo – A alegria é bem visível! A mudança de “traje” também! Chegámos ao Cairo perto das 6 da manhã e entre tirar vistos, montar as bicicletas, trocar dinheiro e começar a perceber como se movimentam as coisas, só às 8h30 conseguimos abandonar o aeroporto. A estrada para o centro da cidade não podia ser pior e, se enquanto existiam passeios, pedalámos mais ou menos à vontade, já quando estes deixaram de existir, percebemos que estávamos num mundo completamente à parte, onde o nome bicicleta era coisa fora do dicionário automobilístico!
07 – Cidade – O Cairo não é uma cidade bonita. Não é daquelas cidades a que se chega e abrimos a boca de espanto com os edifícios, com os monumentos, com as pontes. Não o é de todo. Se o Cairo antigo é uma miscelânea de edifícios deixados a meio, casas que se encostam umas às outras sem organização e ruas que, de pensadas, têm muito pouco, então o Cairo moderno é um misto de edifícios de mau gosto e torres de betão que crescem céu acima. Mas é isto que nos encanta no Cairo: a confusão e o caos e é tão bom sentirmo-nos parte deles!
08 – Museu Egípcio – No museu mais importante do país, pelo que percebemos e lemos, está um pouco de toda a riqueza do país, aquela que se pode transportar e mudar de lugar, mas também aquela que, em risco de decomposição no seu ambiente natural, foi para ali transportada. É aqui que reparamos na quantidade de estrangeiros que visitam o Cairo, transformando este espaço, assim como a maior parte dos mais turísticos, em autênticos “shoppings” culturais, com autocarros que chegam, máquinas que disparam, pessoas que correm contra o tempo das visitas guiadas e dos tours, só para ver mais um local, só mais um. O museu, em si, é interessante, mas num estado um pouco decadente para aquilo que significa.
09 – Cana de Açúcar – Das muitas iguarias que provámos nesta primeira semana, os sumos são os que, até agora, ainda não enjoámos…até vermos! Eles são de cana de açúcar, de manga, de romã, de laranja e de toda uma variedade enorme a preços irrisórios! Bebemos um e logo outro de seguida, ansiando já pela próxima vez! A Tanya não resiste aos de cana-de-açúcar que custam pouco mais de 10 cêntimos!
10 – Mercados – Este é um dos locais obrigatórios e não é preciso procurarmos muito para os encontrarmos! São às dezenas e surgem em todas as esquinas! Os preços, logicamente, regateiam-se! A qualidade do que se vê, é sempre discutível, mas existem para todos os gostos! É aqui que se encontra o povo, que se conhecem hábitos, que vemos coisas que nunca pensaríamos ver, que nos rimos e que brincamos com as pessoas que brincam connosco! É aqui que se vê vida!
11 – Koshari – O Koshari é um dos pratos rápidos egípcios e com um prato, a refeição está completa! Um misto de macarrão, às vezes juntando-se arroz, lentilhas, grão-de-bico, cebola, molho de tomate e molho picante. Uma bomba para o estômago mas que por pouco mais de 2 libras egípcias – qualquer coisa como 30 cêntimos – nos enche para o resto do dia! Dias mais tarde, porém, o efeito sente-se!
12 – Outro Cairo – É fora dos circuitos normais, fora das estradas alcatroadas onde os autocarros correm de um local para o outro, fora do mapa do centro da cidade que existe o outro Cairo, o dos habitantes que não fazem vida no centro da cidade. Pessoas humildes e sempre prontos para conversar, divertidos, surpreendidos por verem estrangeiros perdidos por ali, longe de tudo. São poucos os que vemos como nós, que se entranham assim, sem medo do que, para nós, é o sítio mais seguro por onde passámos!
13 – Cidade das Mil Mesquitas – O Egito é muito conservador. Conhecida como a cidade das Mil Mesquitas, existe mesmo uma em cada esquina, para que os fieis não se afastem do seu dever nas 5 orações “obrigatórias” diárias. É olhando o céu do Cairo, por cima de todos os telhados e casas que aumentam desorganizadas, que notamos a quantidade de minaretes da cidade. O Cairo é, com toda a certeza, uma das cidades mais conservadoras do mundo islâmico e isso nota-se nas ruas. O respeito pelas mulheres é muito pouco e, mesmo que seja seguro andar na rua, a “violação” oral é permanente.
14 – Coptic Cairo – Uma das partes mais interessantes da cidade é na parte velha – Old Cairo – onde encontramos as igrejas ortodoxas e uma sinagoga, das únicas na cidade, que conta com pouco mais de 200 judeus. Os rituais são totalmente diferentes e as pessoas que seguem a religião de origem grega, tatuam na pele: no pulso, nos braços, na cara, uma cruz, marcando-se para toda a vida. Foi estranho ver, num país muçulmano, uma entrega a este nível por parte dos crentes. Um local de segurança máxima, que não se pode deixar de visitar.
15 – A Estrela! – Está por todo o lado em todo o mundo, inclusive no Egito! São posters, publicidades, sai das bocas das pessoas mas quase sempre em 2º lugar. O Egito é porventura o único país do mundo onde, quando dizemos que vimos de Portugal, Ronaldo não é a estrela principal. Os olhos arregalam-se, os taxistas gritam em euforia, as pessoas fazem sorrisos rasgados quando o nome Manuel José é pronunciado! O treinador que treinou durante anos o Al-Ahli, a equipa que conta com 80% dos adeptos nacionais e o levou ao mais alto nível do futebol africano e nacional é ídolo entre todos e muitos são os que dizem: “We love you Manuel José!”