Gonçalo Ribeiro Telles
Sintra é o ensaio. Washington já é o poder
Não é preciso importar um movimento inteiro para importar a sua gramática. Basta começar por repetir os seus códigos, transformar diferenças culturais em batalhas morais
Regresso ao Douro do Sul
Quem percorre a Costa Vicentina percebe rapidamenteque a equação está errada. Não é a imigração que desfiguraum território. É e sempre foi o turismo de massas
Ceuta e os idiotas úteis do trumpismo na Europa
Espanha defendeu uma fronteira europeia sozinha, foi atacada por quem devia ajudá-la e continua a ser o país que mais cresce e mais emprego cria na Europa
A política dos dois critérios. Opinião de Gonçalo Ribeiro Telles
Acusa-se o outro de gerir sem rumo, e depois governa-se sem bússola visível. A ambição que se prometia ficou-se pelo discurso da tomada de posse
A política da espuma
A política portuguesa tornou-se especialista em discutir o impacto da medida na hora seguinte e cada vez menos capaz de analisar e debater os seus efeitos daqui a dois ou três anos
Aqueles que têm Sánchez como alvo e nunca o trumpismo. Opinião de Gonçalo Ribeiro Telles
Apequenámo-nos. Importámos guerras culturais, onde o importante já não é a dimensão dos factos e do que foi apurado, mas a tribo a que pertencem os protagonistas
PSD e os passos perdidos
O PSD parece encurralado entre duas identidades incompatíveis: a de partido fundador da democracia portuguesa e a de uma direita ansiosa por competir com o Chega no terreno do espetáculo raivoso e da desumanização
A reação relevante, bonita e previsível do 25 de Abril
Mais do que uma comemoração, o 25 de Abril deste ano também foi, para muitos, uma reação às liberdades que deixámos de ter como adquiridas, num País profundamente desigual e difícil, mas que não pode perder a bússola do essencial das melhores décadas
Ser aliado do trumpismo não é ser aliado dos EUA
Será que o ministro dos Negócios Estrangeiros português e este Governo acreditam mesmo que um país europeu que se posiciona como parceiro do trumpismo será visto, por outros, como um aliado dos EUA amanhã?
Orbán, PSD e o Constitucional
Durante demasiado tempo, o espaço público português tratou o crescimento do Chega como uma expressão doméstica de descontentamento e desligada destas correntes internacionais – uma leitura confortável, incompleta e simplória
O primo do século passado
Ouvir Durão Barroso a condenar a posição de Espanha em relação ao ataque no Irão não se limita a mais um erro de cálculo do próprio. É uma piada de mau gosto vinda de quem vem
Quando não mata, o negacionismo destrói
Englobados na internacional do negacionismo climático liderada por Donald Trump e através de partidos políticos como a Iniciativa Liberal e o Chega, muitos portugueses, demasiados, ficaram contaminados por esta onda que despreza a ciência e que nos tornou pouco ativos e menos objetivos perante as alterações climáticas
As vistas curtas cegaram o primeiro-ministro
É o medo político de Ventura que passou a estar à vista de todos em cada ação e sobretudo em cada omissão de Montenegro
Portugalinho
O que mais preocupa é que este acentuar do justicialismo e das amarras que muitos insistem em confundir com escrutínio, sempre que lhes dá jeito, se vá adensando em 2026
Presidenciais e a ‘fotografia’ para lá do momento
Um político assume-se e os tempos não estão para quem é ou procura ser vago
O que o ‘plano de paz’ do ativo russo diz da Europa
Temos uma União Europeia a fazer o papel do apaziguador que alimenta o crocodilo, esperando que seja o último grupo de países a ser engolido pelo pato Donald, como tão bem referia Winston Churchill noutra época e noutro tempo
Um político assume-se
Comigo, voltaremos ao Portugal aberto, mais justo e que se desenvolve na sua diversidade porque foi sempre aí que estivemos nos melhores períodos e nos que mais interessam
À falta de melhor, a culpa é do imigrante
Portugal já começou a perder muita da reputação que construiu internacionalmente como país aberto, humanista, gerador de empregos, e que perdurouao longo das últimas décadas
O voto no Chega deixou de ser protesto
Nas eleições autárquicas com menos abstençãonos últimos 20 anos, o Chega tem a sua primeira grande derrota desde que existe
As autárquicas e o começo da mudança ou não do regime
André Ventura e o seu partido são financiados tanto internacional como internamente, desde 2019, por alguns dos empresários mais relevantes de muitos setores no País. Isto não combina com ser antissistema
Paralisia e capitulação
Encontramo-nos num país em que os mínimos conhecimentos sociológicos, políticos e históricos obrigam a saber que quanto mais cresce a extrema-direita – até chegar ao poder ou não –, pior ficaremos socialmente