Ao certo, e em concreto, para além de alguns palpites, ninguém sabe que Memorando de Entendimento (só!) sairá das negociações entre os Estados Unidos e o Irão. Cada parte conta a sua fábula e a confusão parece generalizada. Ora avançam, dizem, ora recomendam “nada de pressas”.
Quem está a mentir? A Casa Branca fala em grandes progressos para alcançar três pontos essenciais, sem os quais será sempre considerada uma derrota estratégica de grande envergadura: retirar ao Irão o urânio enriquecido, impedir novas tentativas nesse domínio e abrir incondicionalmente o Estreito de Ormuz.
De Teerão chegam notícias diferentes: os iranianos dizem que não querem construir uma arma nuclear (basta isso como garantia?), mas não abdicam do urânio enriquecido, exigem o desbloqueio dos fundos congelados e querem ser donos e senhores de Ormuz. Em que ficamos?
Quem “inventa”? Quem mente? Quem engana? Os dois ao mesmo tempo? Um dado parece certo: nenhuma das partes quer ser vista como vencida e humilhada. Trump está por tudo, ou quase, e Teerão vai andando no seu jogo sem descanso. A Armada americana e a fúria israelita desvanecem com uma assinatura num papel de 25 linhas? E quem assina pelo Irão? O líder supremo? O ministro Araghchi? O Presidente sem poder?
Os textos nesta secção refletem a opinião pessoal dos autores. Não representam a VISÃO nem espelham o seu posicionamento editorial.