Não é novo nem é velho. É apenas diferente. Ligeiramente diferente. O novo líder do PS, Pedro Nuno Santos (PNS), não vai dar uma guinada brusca para a esquerda, porque precisa dos votos do centro, mas apostará em manter invadido o espaço do Bloco de Esquerda, PCP, PAN e Livre, como em 2022. Vai ser este o PS de PNS:
- Mais focado nos problemas sociais e culturais do que nos resultados do défice, ou nas cativações do Orçamento. Andando para esquerda, mesmo que nova, estará centrado nas grandes dificuldades nacionais: Saúde, Educação e Habitação.
- Sendo como é, Pedro Nuno Santos não gosta do centralismo político, administrativo e financeiro. A Nova Esquerda não é dogmática, mas pragmática, acreditando que «a importância ou significado de uma ideia é determinado pelo seu efeito prático».
- O diálogo com movimentos e partidos de esquerda é a marca de água deste novo líder socialista, que foi o anjo de guarda da geringonça. Mas mais do que tentar essa convergência, PNS tem a idade certa para apelar às novas gerações e às suas legítimas preocupações. São eles que mandarão, um dia.
Pedro Nuno Santos terá de replicar a tática eleitoral de António Costa, que teve uma maioria absoluta à conta de arrasar a CDU e o Bloco de Esquerda, e deixar que o PSD perdesse para o Chega e Iniciativa Liberal. E é por isso, hoje, que as batalhas se vencem a partir dos flancos, e raramente num embate frontal e direto. PNS é o quinto novo líder político (PS, PSD, Bloco, PCP, IL) que vai disputar as eleições de Março. Raro e interessante.
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