O povo já estava com saudades dos jogos da Liga. Durante duas semanas sem campeonato, havia o sentimento generalizado de que faltavam os acontecimentos que nos costumam manter bem humorados e bem dispostos. É verdade que a final da Taça da Liga e os jogos da selecção nacional do professor Queiroz sempre foram provocando algumas gargalhadas, mas a velha e boa Liga é outra coisa.
E foi divertido ver a actuação do árbitro Pedro Proença no domingo, em Matosinhos. O mesmo juiz que levou dois meses a reconhecer que o penalti que assinalou no Estádio do Dragão contra o Benfica, afinal, não tinha existido, não viu o corte com a mão do sportinguista Abel, dentro da grande área. Não faz mal, pois, lá mais para o Verão ainda vamos ver o árbitro mais penteado do futebol português a reconhecer que, afinal, tinha havido motivos para marcar penalti a favor do Leixões.
Mas o domingo não acabaria sem mais motivos para um tipo se escangalhar a rir. Depois de ter ganho a final da Taça da Liga através do desempate por remates da marca de grande penalidade, o Benfica mostrou que, agora, já não quer outra coisa. E foi com esse mesmo método que levou de vencida o Estrela da Amadora, equipa cuja direcção faz questão de mostrar que o nome do clube não é mera coincidência. É que, se tivessem que pagar os ordenados aos jogadores, ainda se viam obrigados a mudar o nome do clube para Estrela da Profissional. E era chato.