Aqui o bom do Faustino andou em bolandas durante dias a fio, para começar esta hercúlea tarefa de escrever um blogue. Não é que me faltasse inspiração, que é coisa que não me falta, graças a São Manuel Galrinho Bento. O problema é que não há ideia que eu tenha que não venha a realidade torná-la obsoleta. Duvidam? Então vejamos:
A minha primeira ideia foi começar o meu blogue com comentário sobre a final da Taça da Liga. Impossível. Como é que alguém consegue escrever algo original sobre um jogo que é, ele próprio, o maior exemplo de originalidade? Como bem se devem lembrar, nada naquele jogo foi como deveria ter sido: As faltas que o eram, de facto, não foram marcadas, enquanto as inventadas foram todas assinaladas; Os cartões que veiam ter sido mostrados ficaram no bolso e os que foram muitos dos que foram mostrados deveriam lá ter ficado; Aquele a quem chamam árbitro há muito que devia dedicar-se à pesca; E até mesmo o vencedor, se calhar, devia ser outro… Talvez o Rio Ave. Enfim, perante tudo o que assistiu naquela final, até as famosas imagens 3D que a SIC mostrou pareceram pura realidade.
A minha segunda ideia era escrever sobre a ineficácia dos organismos disciplinares do futebol português. Mas então não é que a intrépida Comissão Disciplinar da Liga resolve anunciar o castigo de um jogo ao Lisandro Lopez por ele ter simulado aquele penaliti que permitiu ao FC Porto empatar com o Benfica no Dragão. Como este jogo ocorreu em início de Fevereiro, acabei por ganhar uma alma nova e voltar a confiar nas instituições. E, agora, tenho a certeza. Aquele Pedro Silva, do Sporting, arrisca-se a estar muito tempo sem jogar. Se não bastasse a cena de atirar a medalha ao chão, quando a Comissão Disciplinar perceber que o rapaz simulou uma mão na sua grande área, não vai poder fazer outra coisa que não seja castigar o atleta. E com mão pesada.
Finalmente, pensei escrever sobre a Selecção Nacional, mas, para rir, basta um tipo lembrar-se do Carlos Queiroz…