No primeiro dia de 2015, Jérôme Lambert lançou seletivamente uma novidade da Montblanc que deixou os muitos rivais e uma grande parte do universo relojoeiro a reagir como os interlocutores de Cristóvão Colombo quando o famoso explorador espetou um ovo em cima da mesa para mostrar como é que era possível mantê-lo em pé: “Assim também eu!”.
Pois, mas por mais simples que uma solução do tipo Ovo de Colombo pareça à posteriori, é preciso ter previamente a ideia e depois concretizá-la. Com o advento dos smartwatches e a recordação da enorme crise que os relógios de quartzo provocaram na relojoaria mecânica tradicional entre a década de 1970 e inícios da década de 1990 até à reabilitação da relojoaria mecânica, houve muitos alarmes a soar e a própria indústria relojoeira suíça tentou encontrar soluções à altura. A TAG Heuer está a puxar pela sua herança vanguardista no campo da electrónica e há marcas a nascer com o propósito de juntar movimentos mecânicos a sistemas electrónicos, como a Hyetis. A Montblanc encontrou, para já, uma solução que se afigura ideal para colocar a tão almejada conectividade no pulso de todos aqueles que não querem dispensar os seus relógios de culto.
A arma secreta agora desvelada pela Montblanc e seguramente escalpelizada no Salon International de la Haute Horlogerie que se realiza em Genebra dentro de três semanas não está no relógio – está numa funcional bracelete para relógio concebida em pele com fibras de carbono (denominada Montblanc Extreme Leather) que inclui tecnologia integrada num aparelho dotado de ecrã e que fornece dados ao utilizador: registo de atividade, notificações, controlos remotos e funções Find-Me. Liga-se, através de Bluetooth Low Energy, a terminais Android e iOS (iPhone a partir do modelo 4S, 5, 5C, 5S, 6 e 6+; SamsungGalaxy S4, S5, Note 3, Note 4 e vários outros com o sistema Android 4.3 e atualizações)…