No mês passado, um grupo de trolls usou imagens animadas com reprodução automática para provocar convulsões e ataques de epilepsia em pessoas fotossensíveis. O grupo tomou de assalto a conta de Twitter da Epilepsy Foundation para disseminar imagens animadas criadas para desencadear estes ataques, ao publicar imagens com as hashtags da Fundação. Um bug do Twitter permitia que os utilizadores mal intencionados ultrapassassem os mecanismos de reprodução automática e fizessem as imagens correr logo, aumentando as probabilidades de ataques. O Twitter salientou mais tarde que não tem evidências de que esta propagação de imagens tenha acontecido, mas que, como descobriu o bug, pretende impedir este potencial mau uso ao banir o formato APNG. Outra razão para vetar este formato tem a ver com o uso excessivo de dados que os APNG fazem e que podem levar, em algumas situações, a um crash da plataforma.
A equipa de Acessibilidade do Twitter justifica a decisão de banir o formato numa mensagem onde se lê que «queremos que todos tenham uma experiência segura no Twitter. APNG [PNG Animados] são divertidos, mas não respeitam as definições de reprodução automática, por isso estamos a remover a possibilidade de os incluir nos tuítes. Isto é feito para garantir a segurança das pessoas com sensibilidade a imagens em movimento e que piscam, incluindo os que têm epilepsia», cita o The Verge.
A partir de agora, só vai ser possível publicar imagens animadas em GIF, mas o Twitter não irá apagar as imagens em APNG das mensagens já existentes. O formato GIF já era o mais usado e a rede social vai trabalhar na possibilidade de se adicionar texto alternativo para os utilizadores que dependam de leitores de ecrã para navegar na Internet.
Os ataques com hashtags e o nome de conta da Epilepsy Foundation aconteceram no mês passado, o mês dedicado a chamar a atenção para a epilepsia nos EUA, com trolls a usarem estes dados para publicar imagens animadas com efeitos estroboscópicos acentuados. Não se sabe ainda quantos utilizadores sofreram convulsões ou outras complicações de saúde devido a esta manobra, mas os organismos públicos estão a trabalhar com as autoridades para apresentar as queixas criminais respetivas.