O asteroide Kamo’oalewa está numa órbita que o coloca a passar ‘próximo’ da Terra, todos os anos, no mês de abril e assim será nas próximas centenas de anos. A rota assumida vai fazer com que seja visível a partir do nosso planeta, com recurso a alguns dos telescópios disponíveis no solo.
Agora, uma equipa da Universidade do Arizona, que usou o Large Binocular Telescope para realizar as suas observações, considera que este asteroide é, na verdade, um fragmento antigo da Lua. A equipa analisou a forma como o corpo reflete a luz e descobriu que este espectro coincide com o que se vê na Lua.
A descoberta deste asteroide data de 2016, com recurso ao telescópio PanSTARRS. Em comunicado de imprensa, onde anunciam a publicação do estudo na publicação Communications Earth & Environment, os astrónomos explicam que foram cruzados dados com todos os espectros de asteroides próximos da Terra e nenhum coincidiu. Benjamin Sharkey, da equipa que liderou o estudo, revela que a explicação de origem lunar é mais fácil de fundamentar do que qualquer outra. O espectro do reflexo coincidiu com o que foi visto nas rochas recolhidas pela sonda Apollo na Lua, pelo que os investigadores acreditam que se trate mesmo de um pedaço que se soltou do nosso astro, explica o Gizmodo.
A rocha tem um nome com origem no Hawai, num termo que alude à visibilidade oscilante nos céus, uma vez que se vê em abril e não se vê depois. O asteroide não faz parte da cintura de asteroides entre Marte e Júpiter, como a maior parte, e considera-se um quasi-satélite de 60 metros de diâmetro e que orbita o Sol, mas está bastante próximo da Terra.