Completar os satélites para o sistema de navegação Beidou, lançar missões a Marte, voltar à Lua e testar três novos veículos de lançamento – são alguns dos objetivos da CASC (de China Aerospace Science and Technology Corporation) para este ano. Este organismo é o principal fornecedor espacial da China e vai executar mais de 40 lançamentos em 2020, incluindo satélites de comunicações novos, o Hongyan de baixa órbita para fornecimento de Internet, monitorização remota e satélites meteorológicos. A China posiciona-se assim para continuar a liderar a tabela de volume de lançamentos, posição que mantém há dois anos. A CASC, um fornecedor detido pelo Estado chinês, esteve envolvido em 27 lançamentos, com 66 satélites, em 2019 e registou uma missão falhada. A China fez 34 lançamentos no ano passado, lembra o SpaceNews.
Estes planos vão poder avançar devido ao sucesso do lançamento do Long March 5 em dezembro. Este é o mais poderoso lançador da China e vai ser usado para completar a primeira missão independente interplanetária do país, a Marte, entre julho e agosto. Por outro lado, o país quer voltar à Lua mais para o final do ano, com a Chang’e-5 para recolher dois quilos de amostras do Oceanus Procellarum na Lua.
A China conta ainda com o Long March 5B, uma variante do Long March 5 criada para missões para a órbita terrestre baixa que irá ser utilizada para testar uma nave destinada a viagens para o espaço profundo.
Noutra abordagem, a China quer testar um foguetão capaz de descolagem e aterragem vertical, o Long March 8, que vai ter caapcidade de carregar carga com 4,5 a 5 toneladas. A expetativa é que se testem ainda outros tipos de aparelhos durante o ano de 2020.
Além da CASC, devem surgir novas empresas públicas e privadas apostadas em contribuir para a exploração espacial, como é o caso dos foguetões Jielong da China Rocket Co. Também a iSpace, a primeira empresa privada chinesa a colocar um satélite em órbita, vai fazer um lançamento do Hyperbola-1, a Galactic Energy e a OneSpace vão estrear-se nestas andanças.