A General Atomics Electromagnetic Systems e a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos EUA (NASA) estão a testar o uso de tecnologia termo-nuclear para alimentar futuras missões espaciais. As duas organizações revelaram ter atingido um marco importante neste desenvolvimento, que se destina a perceber se o combustível nuclear pode ser usado nas condições extremas do Espaço. “Estamos muito encorajados pelos resultados positivos dos testes que provam que o combustível pode sobreviver nestas condições operacionais, colocando-nos mais perto do uso seguro e fiável de propulsão termo-nuclear para as missões lunares e no espaço profundo”, lê-se no comunicado da General Atomics.
Durante estes testes, a General Atomics sujeitou as amostras de combustível a seis ciclos termais nos quais foi usado hidrogénio quente para aumentar a temperatura rapidamente para os 4220 graus centígrados. O objetivo era perceber se o combustível suportava estas condições de exposição extremas.
Depois, em testes adicionais, a empresa analisou funcionalidades protetoras para perceber como melhorias nos materiais ajudavam a melhorar o desempenho do combustível em condições semelhantes às de um reator nuclear.
Christina Back, vice-presidente da General Atomics, conta que “pelo que sabemos, somos a primeira empresa a usar a instalação CFEET [sigla em inglês para teste ambiental de elementos combustíveis compactos] da NASA para testar e demonstrar a capacidade de sobrevivência do combustível depois de ciclos termais completos”, cita o Space.com.
Com a sujeição do combustível a estas temperaturas e a informação de que este apresenta um bom desempenho, estamos mais próximos de um futuro onde um sistema termo-nuclear pode vir a ser usado em missões espaciais, com uma performance duas a três vezes melhor do que a dos sistemas de foguetões convencionais.