Na vida de um jornalista, a morte de um Papa é sempre um acontecimento especial. À tristeza associada ao desaparecimento físico de um ser humano, seja ele líder da Igreja Católica ou não, contrapõem-se sempre as nossas obrigações profissionais. A lição é simples, aprendi-a com os “antigos” deste ofício em vias de extinção com quem tive o privilégio de me cruzar. “Parem as máquinas”: é pôr de lado a comoção, racionalizar, pesquisar, entrevistar e escrever, fazer o que é preciso fazer; há prazos de fecho para cumprir e muitos textos para dedilhar.
Perdoe-me, caro leitor, o “nariz de cera” (alerta jargão jornalístico) desta VISÃO DO DIA. Escrevo-a depois de fechar a VISÃO semanal que amanhã estará nas bancas e que, ainda hoje, ao fim da tarde, chegará às caixas de correio (expressão mais do que anacrónica, pois claro) dos nossos leitores mais importantes, os assinantes. Só nestes dois últimos dias, escrevemos, na Redação da VISÃO, milhares de caracteres para o site e para a edição em papel e, por isso, é difícil escapar à sensação com que estou neste momento: já foi tudo dito, já está tudo escrito e reescrito, já dissemos tudo o que havia a dizer sobre Jorge Bergoglio (siga-nos aqui). Dissemos mesmo?
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