O projeto, intitulado “Live it Lisbon!”, juntou jovens de Espanha, Itália, Reino Unido, Irlanda, Albânia, Quénia, Macedónia, Polónia e Vietname para intervenções no bairro, que decorreram na semana passada, contando com o apoio de moradores.
Os voluntários intervieram nas “casas de alvenaria, onde o estado de degradação é muito elevado”, admitiu o o presidente da Junta de Freguesia de Carnide, Fábio Sousa, explicando que, “como está a decorrer o processo de requalificação, acabou-se por não se investir na zona da alvenaria, porque a ideia é que aquelas casas vão todas abaixo. O problema é que o processo pode demorar 20, 30 anos a acontecer”.
Com materiais cedidos pela Junta de Freguesia de Carnide e em articulação com a Gebalis, entidade gestora do bairro, e a Câmara de Lisboa, estes jovens pintaram as fachadas das casas em cinco ruas e transformaram “áreas expectantes”, que estavam degradadas e sujas, em jardins e hortas comunitárias, contundo “ainda há um caminho grande a fazer. Faltam muitas mais intervenções, porque o bairro é muito grande”, considerou Fábio Sousa.
Em declarações à Lusa, o autarca explicou que este bairro de Lisboa, que acolhe cerca de sete mil famílias, “é o maior bairro social da Península Ibérica, em que a ideia foi sempre canalizar para aquela zona as várias necessidades de realojamento da cidade”, onde se foram construindo mais lotes para responder à procura, existindo várias fases de construção do bairro.