Até amanhã, 23, o Centro de Congressos de Lisboa estará repleto de objetos de todo o mundo, trazidos por um grande número das embaixadas acreditadas em Portugal.
As receitas obtidas com a entrada dos visitantes (2 euros por pessoa) e a venda dos produtos, reverte a favor de diversas organizações de solidariedade social que apoiam crianças em risco.
A edição do ano passado, angariou 92 mil euros, que foram distribuídos por 36 instituições.
O evento é promovido pela Associação das Famílias dos Diplomatas Portugueses, da qual é presidente a embaixatriz Ana da Rocha Páris que, à VISÃO Solidária, falou dos objetivos do Bazar, que celebra 29 anos de existência.
Como é que nasceu a ideia de criar o Bazar Diplomático?
Em 1982 inaugurámos uma Associação que na altura se chamava Associação das Mulheres dos Diplomatas Portugueses e hoje se chama Associação das Famílias dos Diplomatas Portugueses. Nessa altura, a Dra. Manuela Eanes lançou-nos um desafio que correspondia a um desejo de muitas Embaixatrizes estrangeiras, à semelhança do que se passava nos seus países, de fazer um Bazar de Natal, para ajudar as instituições portuguesas de solidariedade social. Com a ajuda dessas Embaixatrizes, e muitas das nossas associadas, foi lançada mão à obra e, desde então, todos os anos, nos dedicamos a tornar possível esta fantástica ideia. Além de produtos dos vários países, ainda divulgamos o artesanato português, assim como o vinho, azeite e muito do que de bom se fabrica em Portugal.
A quem está aberto o Bazar?
O Bazar está aberto a todas as pessoas que nos queiram visitar e aproveitar para passar ótimos momentos, comprando presentes de Natal e provando a comida internacional, por exemplo.
De que forma são escolhidos as associações e os temas sociais a apoiar a cada ano?
As instituições são escolhidas através das candidaturas que nos enviam e os temas seguem um critério que se orienta pelo tema europeu de cada ano. Depois são criteriosamente visitadas para sabermos quais as necessidades mais prementes.
Têm alguma forma de avaliar como é gasto o dinheiro entregue?
Quando se candidatam, as instituições propõem objetivos concretos e orçamentados. Depois de receberem os donativos enviam-nos comprovativos da sua aplicação, tais como recibos, que são sempre exigidos por nós. Algumas também nos enviam fotografias de material adquirido.
A embaixatriz Ana da Rocha Páris