Se tivesse seguido o conselho que lhe deram em Portugal, Elvira Fortunato nunca teria concorrido à “milionária” bolsa de investigação europeia que viria a revolucionar a sua carreira científica, a partir de 2008. “Senhora professora, isto é para a nata da nata europeia, não sei se vale a pena candidatar-se”, ouviu numa ida à Fundação para a Ciência e Tecnologia, para esclarecimento de dúvidas.
Hesitou, por breves momentos. Não sendo pessoa de desistir, sentiu a “adrenalina” e a “autoconfiança” sobreporem-se ao “disparate” que acabara de escutar – e que, afinal de contas, lhe terá dado “ainda mais força para apresentar uma proposta ganhadora”, admite. Não só acabaria brindada pela Comissão Europeia com um financiamento de 2,25 milhões de euros para o projeto Invisible, na área da eletrónica transparente, como ainda obteria nota máxima, sem falhas a apontar.
