Na apresentação do projeto do PS para a descriminalização da eutanásia, Isabel Moreira defende que “perseguir penalmente” um médico que ajuda um doente a morrer “é desumano”. Citando João Semedo, tal como já havia feito minutos antes José Manuel Pureza, do BE, a deputada socialista entende que “ajudar a morrer serena e tranquilamente, acabando com o sofrimento inútil, é uma atitude de elevado valor moral e humanismo”.
Isabel Moreira responde àquelas que classificam de radical a opção de acabar com a criminalização da antecipação da morte. “Radical”, opõe, “é dizer sofre, sobre até que o teu coração pare de bater”. Por isso mesmo, defende a deputada do PS, na votação desta quinta-feira “um voto a favor” dos cinco diplomas “não esmaga as convicções de ninguém”. Mas “o voto contra só permite” que continuem a prevalecer “as convicções de alguns”.
Ao contrário do que aconteceu há dois anos, quando o tema esteve em debate na Assembleia da República, os projetos apresentados pelos diferentes partidos – PS, Bloco de Esquerda, PAN, Iniciativa Liberal e Verdes – têm hipóteses de ser aprovados. Mas é grande o equilíbrio de posições a favor e contra. Os deputados serão, por isso, chamados a votar, um a um, os diferentes projetos. A votação deve começar cerca das 18h.