A central sindical propôs entre as “100 medidas para mudar Portugal”, votadas no congresso, a fixação do SMN nos 600 euros em 2014.
Questionado pelos jornalistas no final dos trabalhos, Vieira da Silva – que assistiu à sessão de encerramento como convidado – considerou que se trata de um valor “razoável de ser discutido”, mas numa altura “mais avançada no tempo”.
“Terá que ser discutido na concertação social qual é a trajectória de crescimento. Eu julgo que essa trajectória deve continuar a ser a de aproximação do SMN aos salários médios da economia portuguesa”, explicou.
“É essa a recomendação internacional. É isso que faz sentido para melhorarmos a nossa economia”, rematou.
No congresso a UGT prometeu também exigir o cumprimento do Acordo tripartido sobre o SMN, que prevê a fixação desta remuneração nos 500 euros em 2011.
Este acordo estabelecido em Dezembro de 2006 em concertação social determinou que o SMN, que, na altura era de 385,9 euros, passasse para os 450 euros em 2009 e para os 500 em 2011.
Relativamente às 18 medidas de emergência, também aprovadas no congresso da UGT, Vieira da Silva referiu que irá analisar o documento, uma vez que se trata de um contributo positivo por parte da central sindical, que “merece ser pensado e discutido”.
Entre as medidas, a UGT pede uma alteração da lei dos despedimentos colectivos para que o recurso a este mecanismo fique dependente de “manifesta inviabilidade económica da empresa” e a proibição de despedimentos em todas as empresas apoiadas pelo Estado.