O Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca reuniu-se este sábado para discutir um ataque informático que tem monitorizado os e-mails internos das secretarias do Tesouro e Comércio. Segundo a agência Reuters, que cita fontes não identificadas, as autoridades americanas acreditam que o hack é da autoria da Rússia.
A primeira confirmação foi avançada pelo departamento de Comércio, que pediu à Agência de Segurança de Infraestrutura e Cibersegurança (CISA, em inglês) e ao FBI para investigar a origem da violação. O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, John Ullyot, diz que “estão a ser tomadas todas as medidas necessárias para identificar e remediar quaisquer possíveis problemas relacionados a esta situação”.
Com receio de que isto possa ser apenas o começo, as autoridades acreditam que o ataque faça parte de uma campanha que também lesou, na semana passada, a FireEye – uma empresa de segurança cibernética dos EUA com contratos governamentais e comerciais. Desta vez o ataque foi direcionado à ferramenta Orion, da SolarWinds, usada por várias agências federais. Entre os usuários, encontram-se cinco ramos das forças armadas dos EUA, o Pentágono, o Departamento de Estado e o Gabinete do Presidente dos Estados Unidos.
A empresa já emitiu um comunicado afirmando que o software foi vítima de um “ataque altamente sofisticado, direcionado à cadeia de suprimentos por um Estado-nação”. Segundo a BBC, os clientes já foram alertados para atualizar a plataforma, depois de terem detetado uma “vulnerabilidade de segurança”.
À Reuters, um porta-voz da CISA referiu que a instituição tem “trabalhado de perto com os parceiros de agência em relação à atividade recentemente descoberta nas redes governamentais. A CISA está a fornecer assistência técnica às entidades afetadas enquanto trabalha para identificar e mitigar quaisquer comprometimentos potenciais”.
No Facebook, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia negou qualquer envolvimento e descreveu as alegações como “infundadas”. “As atividades maliciosas no espaço de informações contradizem os princípios da política externa russa, os interesses nacionais e a nossa compreensão das relações interestaduais”, afirma.