Não é novidade que a cidade mais populosa dos Estados Unidos da América (EUA) apresenta elevados níveis de poluição atmosférica. Aliás, um estudo recente colocou Lisboa à frente de Nova Iorque no ranking Quality of Living 2015 tendo em conta, precisamente, as boas condições ao nível da saúde.
A investigação Partículas na poluição do ar e estenose da carótida concluiu que as pessoas cujas habitações estão localizadas nos epicentros de altos níveis de poluição atmosféricos, apresentam um risco de 24% superior de vir a contrair constrição arterial, em comparação com os que moram em locais menos poluídos.
“O nosso estudo vem complementar as evidências de que a poluição atmosférica é um fator de risco para as doenças cardiovasculares”, avança o cardiologista e investigador no Centro Médico de Langone da Universidade de Nova Iorque, Jonathan Newman.
A pesquisa focou-se na medição da qualidade do ar em 300 áreas residenciais – Nova Iorque, Nova Jersey e Connecticut -, comparando esses valores com os recolhidos pela Agência de Proteção Ambiental de 2003 a 2008.
No entanto foi feita uma distinção entre aqueles que representam um historial de problemas cardíacos dos que representam bons níveis de saúde. “Para os que estão de boa saúde, o nível de poluição do ar que conhecemos na maior parte dos EUA não representa riscos de saúde muito significativos. Mas, para os jovens e idosos que tenham problemas de saúde, a poluição do ar pode ser uma fonte significativa na contração da doença cardíaca”, explicou Newman ao New York Post.