Criado por dois franceses, com residência em Nova Iorque, o website Gleeden é uma comunidade online e uma rede social de encontros que incentiva a prática de relações extraconjugais e que conta com mais de um milhão de membros.
Os grupos católicos defendem que a divulgação de uma página que promove atos extraconjugais equivale à “promoção de mentiras e violações da lei.” Apesar de o adultério não ser ilegal desde 1975, ainda constitui motivo para requerer divórcio.
Em janeiro, algumas associações de famílias católicas conseguiram convencer governos locais, na periferia de Paris, a remover cartazes que divulgavam a promoção de adultério, depois de ter circulado uma petição que contou com 23.000 assinaturas.
Em contrapartida, a porta-voz da Gleeden defendeu que a ação judicial era “incompreensível”, uma vez que todo o material foi “submetido a uma fiscalização por parte dos órgãos reguladores de publicidade.” Já o advogado, Henri de Bauregard, que representa os grupos católicos franceses disse que o website era um “incentivo à quebra de obrigações contratuais assumidas no momento do casamento.”
“Entrámos numa era em que já nada é sério”, concluiu a representante máxima dos grupos que representam a família, Jean-Marie Andres, e que, em 2013, ajudaram na organização de protestos contra a legalização do casamento entre homossexuais.
No mesmo sentido, as autoridades responsáveis pelo Metro de Paris recusaram retirar todos os cartazes relativos ao Gleeden. Não satisfeitos com a tomada de posição, alguns católicos militantes rasgaram o material de publicidade relativo ao website. Posteriormente, foram multados em €60 por cada cartaz rasgado.