Segundo um relatório divulgado pelo Senado norte-americano, uma investigação conduzida ao longo de um ano analisou mais de um milhão de peças, consideradas suspeitas. Deste total, cerca de 70% terão origem chinesa e, destas, por sua vez, 1800 eram falsificadas. Em causa estão peças usadas em aviões das forças armadas dos EUA: helicópteros SH-60B utilizados pela Marinha, aviões de carga C-130J e C-27J e no avião Poseidon P-8A da Marinha.
O relatório do Senado sublinha que uma falha numa peça pode representar uma ameaça para a segurança nacional, uma vez que o trabalho dos militares depende de componentes “pequenos e incrivelmente sofisticados” encontrados em sistemas de visão noturna, rádios e aparelhos de GPS.
Ainda segundo o documento, o Reino Unido segue-se na lista dos maiores fornecedores de peças falsificadas para os aviões militares norte-americanos.
A imprensa norte-americana dá conta das críticas do comité do Senado encarregue da investigação à China, pela falha em impedir que os fabricantes de peças ilegais as consigam pôr no mercado e por não conceder, alegadamente, vistos aos políticos dos EUA que pretendiam investigar o caso.