O programa, “Entrevista antes da execução”, foi transmitido pela primeira vez em novembro de 2006 no Canal Lega de Henan, uma estação televisiva chinesa. A jornalista Ding Yu tem vindo a entrevistar um prisioneiro por semana desde então e o programa conta com cerca de 40 milhões de espectadores.
Ding e a sua equipa vasculham relatórios de tribunais à procura de casos e têm de agir rápido, porque os prisioneiros podem ser executados sete dias depois de receberem a sentença.
“Alguns telespectadores podem considerar cruel pedir a um criminoso que conceda uma entrevista quando está prestes a ser executado. Pelo contrário, eles querem ser ouvidos”, conta a jornalista, acrescentando que alguns entrevistados lhe disseram que sentiam necessidade de falar e na prisão não tinham ninguém para o fazer.
O objetivo, segundo a produção, é encontrar casos que poderão servir como um alerta para outras pessoas. Um slogan repetido no início de cada programa pede que a natureza humana acorde e “perceba o valor da vida”.
Na China, há 55 crimes que podem ser punidos com a pena de morte, entre eles, homicídio, traição, rebelião armada, suborno e contrabando. O programa enfatiza apenas os assassinatos violentos. Acredita-se que haja, na China, mais execuções do que em qualquer outro país.