A cidade italiana que acolhe a cimeira foi atingida a 6 de Abril por um forte sismo que provocou a morte de 299 pessoas e a destruição de grande parte da cidade.
A esta reunião, que decorre numa altura em que a legitimidade do G8 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia) é posta em causa com o protagonismo do G20, a Itália decidiu associar 17 países e várias organizações.
A grave crise económica que afecta o mundo será um dos assuntos mais importantes na agenda da reunião, que termina sexta-feira.
A Itália quer fazer avançar a implementação de uma série de regras comuns no sector financeiro e pretende ainda desbloquear o ciclo de Doha sobre a liberalização do comércio mundial.
No plano diplomático, a crise que surgiu no Irão depois da contestada reeleição do Presidente Mahmud Ahmadinejad será um assunto em destaque no jantar de hoje.
O G8 deverá reafirmar a condenação da violência pós-eleitoral, indicou um diplomata europeu.
A chanceler alemã, Angela Merkel, abordará com o Presidente chinês, Hu Jintao, à margem da cimeira, os sangrentos confrontos étnicos ocorridos na província de Xinjiang, indicou fonte próxima do governo alemão.
Quinta-feira, o G8 abordará questões climáticas, tendo em vista impulsionar um acordo na cimeira que decorrerá em Dezembro em Copenhaga, juntando-se ao grupo o G5 (África do Sul, Brasil, China, Índia e México), a Austrália, a Indonésia e a Coreia do Sul.
Sexta-feira, vários países africanos, incluindo Angola, vão estar presentes na cimeira e deverão lembrar aos líderes do G8 as promessas de ajuda que têm sido feitas aos países menos desenvolvidos.
Durante a cimeira, estão previstas manifestações em L’Aquila e em Roma, onde serão instalados fortes dispositivos de segurança. Mais de 15 mil polícias foram mobilizados nas duas cidades para garantir a segurança.
A cimeira é também vista como um teste à credibilidade do próprio primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, que, aos 72 anos, preside pela terceira vez ao G8, numa altura em que a sua imagem é atingida por escândalos em torno da sua vida privada.