No estudo “How conflict in the Gulf is remapping global travel “ [Como o conflito no Golfo está a redesenhar o mapa das viagens globais], a consultora destaca “sinais positivos” no Algarve, onde a ocupação hoteleira aumentou 5,7 pontos percentuais, no Porto, com uma subida de 3,3 pontos, e no Alentejo, com mais 2,7 pontos, entre março e abril de 2026, face ao período homólogo.
Entre os elementos considerados no estudo estão inquéritos a 1.050 pessoas, com idades entre os 18 e os 64 anos, na Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos.
Segundo a McKinsey, a instabilidade geopolítica está a levar os viajantes a reavaliar destinos e rotas, deslocando parte da procura para mercados alternativos e mais próximos das regiões de origem.
Também Espanha e Marrocos registaram uma evolução positiva da ocupação hoteleira, com subidas de 9,9 pontos percentuais em Tânger, 8 pontos em Alicante, 7,5 pontos em Agadir e 7,1 pontos em Marbella.
A consultora considera que a procura por viagens continua resiliente, apesar da incerteza geopolítica, mas identifica uma maior cautela dos consumidores, que privilegiam a flexibilidade e tendem a adiar as reservas até terem maior visibilidade sobre preços, rotas e condições de segurança.
A reorganização dos fluxos turísticos é particularmente visível na aviação, tendo o número de passageiros internacionais em ligação através dos principais centros aeroportuários do Médio Oriente diminuído cerca de 5,1 milhões entre março e abril, face ao mesmo período de 2025.