
Rui Duarte Silva
A polémica gerada entre Portugal e Angola por causa do negócio do BPI criou uma enorme tensão entre a classe empresarial portuguesa. Porquê? Porque existem mais de nove mil as empresas que exportam para aquele país africano. Porque Angola era, em 2014, o quarto maior destino das nossas exportações e representava vendas superiores a 3 mil milhões de euros. e porque Isabel dos Santos tem um vasto império em Portugal.
Os investimentos da empresária angolana por cá rondam os €3 mil milhões. Saiba onde:
NOS – Controla 50% do capital da operadora de telecomunicações. O restante capital está nas mãos do Grupo Sonae
BPI – A sua holding pessoal Santoro Finance tem uma participação de 18,58% no capital do banco português. Através do Banco BCI controla mais 2,4%, o que lhe dá uma posição de 21%
Efacec – É detentora de dois terços da empresa portuguesa. O outro terço está dividido entre o Grupo José de Mello e a Têxtil Manuel Gonçalves
Banco BIC – É a maior acionista do Banco BIC Português, com 42,5% da instituição bancária. A sua posição foi reforçada recentemente depois de ter adquirido metade do capital que pertencia a Américo Amorim
Galp – Tem uma participação na empresa Esperanza em parceria com a Sonangol. A Esperanza tem 45% da Amorim Energia que, por sua vez, controla 38,4% da Galp
Upstar – Tem 70% do capital desta empresa sediada em Vendas Novas que se dedica às comunicações via satélite