João Lagos está de volta à organização de eventos desportivos, por via do padel, o novo desporto da moda. Este fim de semana conclui-se, no Estádio Nacional, a segunda edição do Masters de Oeiras, um dos torneios mais importantes do circuito mundial da modalidade “irmã” do ténis e do squash. Durante a entrevista que concedeu à VISÃO sob esse pretexto, o empresário assumiu-se como alguém “com tendência para o risco”, revisitando o processo de insolvência da João Lagos Sports, que o obrigou a abdicar do Estoril Open, a “menina dos seus olhos” entre os inúmeros projetos em que se envolveu ao longo de mais de três décadas de atividade.
Para dar um exemplo de como o risco foi sempre um motor para chegar onde parecia impossível, Lagos acabou por desvendar como conseguiu trazer o Rali Dakar para Portugal, em 2006. O facto de um velho conhecido do torneio de Roland Garros ter transitado da organização do Grand Slam de ténis francês para a direção da ASO, organizadora do Dakar, deu-lhe esperança. Faltava, no entanto, o mais difícil: encontrar o argumento financeiro capaz de convencer o amigo Patrice Clerk. Foi então que, num almoço com os organizadores em Paris, ao ser-lhe comunicado que o rali acabava de perder o patrocinador principal, Lagos viu a oportunidade e avançou sem nada em mãos, como revela no excerto da entrevista que pode ver no vídeo acima.