Carolina Morais Fonseca iniciou a sua formação artística muito jovem, passando pela ginástica rítmica e pelas artes. No entanto, foi ao longo dos seus estudos internacionais em países da Europa, do Médio Oriente, da Ásia e dos Estados Unidos que encontrou e desenvolveu a sua verdadeira vocação. A dança cigana destacou-se como o seu principal foco, tendo aprendido diretamente com comunidades ciganas na Índia (especialmente no Rajastão) e em diversas regiões como Roménia, Hungria, Turquia, Egito, Espanha e Magrebe. Essa vivência no terreno permitiu-lhe preservar e reinventar tradições autênticas desta dança.
Ao longo da sua carreira, Carolina integrou múltiplas influências (como Kathak, Butoh ou teatro Noh), mas a dança cigana permaneceu sempre no centro da sua expressão artística, sendo a base para fusões contemporâneas e criações originais. Foi cofundadora da companhia Zambra, onde explorou precisamente a mistura entre tradições orientais e ocidentais, com forte presença da estética cigana.
