De todos os géneros literários, o diário é certamente o mais difícil de definir, o mais híbrido. E considerá-lo um género literário é já em si assumir que se escreve para ser lido, mesmo no caso de um escritor, como Vergílio Ferreira, que nunca se cansava de dizer que não escrevia para os outros, apenas para si próprio, como necessidade, modo de ser e de estar. Mas é esse diário monumental, que o ocupou de 1969 a 1992, que agora regressa às livrarias portuguesas, numa nova edição da Quetzal.
O primeiro volume, que recolhe os três tomos iniciais, foi lançado no passado mês de abril, na casa do escritor, em Melo (ver caixa nas páginas seguintes), o segundo será lançado no próximo dia 22. Em novembro encerra-se este enorme empreendimento editorial, só possível com o apoio da Câmara Municipal de Gouveia, que na sequência das comemorações do centenário do autor de Aparição, em 2016, continua empenhada na divulgação da obra do escritor mais relevante do seu concelho e aquele que melhor transportou, para os seus livros, aquela região.
