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Durante várias décadas o cinema da América Latina circulou discretamente apenas pelas salas europeias de arte & ensaio, pelas mostras temáticas, e uma vez ou outra pelas secções paralelas dos principais festivais internacionais. Mas agora assistimos a uma verdadeira explosão de obras cinematográficas da América Latina nos vários géneros, bem como o aparecimento de novos realizadores, uma forte presença de filmes nas competições dos festivais e um acelerar das vendas e distribuição internacional destas obras. Hoje os filmes da América Latina estão até entre as nomeações para os Óscares de Hollywood. O sonho de internacionalização de realizadores que se lançaram no inicio do século XXI como Alejandro González Iñarritu (‘Amor Cão’), Walter Salles (‘Central do Brasil’), Fernando Meireles (‘Cidade de Deus’), Alfonso Cuaron (‘E a Tua Mãe Também’), acabou por concretizar-se com as suas últimas obras que são verdadeiros ensaios de cinema de autor, curiosamente produzidas no seio da indústria mundial e no eixo Europa/Hollywood. Já são obras que atraem o grande público e fazem bilheteiras. Foram eles que abriram a porta outra geração de cineastas como Lucrecia Martel, Carlos Reygadas, Pablo Stoll, Lisando Alonso, Pablo Trapero, Paz Encina, Claudia Llosa, Pablo Larraín, entre outros que têm consolidado a sua posição autoral e difundido a imagem da América Latina, nos grandes festivais internacionais e nas várias plataformas de distribuição. Estas alinhadas pelos novos modelos de produção cinematográfica contemporânea, que tendem a ser menos despendiosos graças ao digital. Mas também muito à custa de uma agressiva política de co-produções internacionais entre si, com a Europa (França, Espanha, Alemanha, Portugal) e Canadá. E depois pelos incentivos governamentais à produção audiovisual, que se estendem já desde os grandes países como o Brasil, México, Argentina, para outros com menos produção audiovisual como Chile, Uruguai, Colômbia, Perú e Paraguai, países que vão estar presentes nesta programação. A III Mostra de Cinema da América Latina 2012, como é habitual procura dar a conhecer e a valorizar a peculiaridade cinematográfica destes países que conta na totalidade quase 600 milhões de habitantes, com dois idiomas comuns (castellhano e português) e próximos. Trata-se obviamente de um cinema com características temáticas e diferenças muito profundas em relação ao que se produz em Hollywood ou na Europa (embora em relação a esta haja mais semelhanças), mas na verdade, como o espectador poderá verificar são filmes com uma linguagem universal. A Mostra apresenta filmes de autores independentes, primeiras obras de jovens realizadores, uma comédia que foi um grande sucesso comercial, filmes selecionados e premiados nos principais festivais internacionais (Berlim, Veneza, Roterdão, San Sebastian, Huelva, Toronto), produzidos no último biénio e todos inéditos em Portugal: dois dramas familiares, ‘La malas intenciones’ (Perú), ‘Dos Hermanos’ (Argentina), uma animação-documental, ‘Pequenas Voces’ (Colômbia), um filme experimental, intitulado ‘Universo Servilleta’ (Paraguai), dois documentaries ‘Jamais Leí Onetti’ (Uruguaia) e ‘O Samba Que Mora em Mim’ (Brasil), uma comédia ‘El Regalo’ (Chile) e por último dois filmes sobre os libertadores da América do Sul, ‘Hidalgo-La Historia Jamás Contada (México) e ‘José Martí, El Ojo del Canario’ (Cuba). Um estímulo também à distribuição e exibição nacional para estrearem estes filmes nas nossas plataformas (salas e canais de televisão). Por último chamo à atenção para o programa de curtas-metragens também elas selecionadas entre as melhores e que são igualmente um extraordinário retrato dessa explosão de imagens fortes do cinema latino-americano. Ver programa completo em: www.casamericalatina.pt