Na sexta edição, o Festival de Circo do Porto volta a ocupar o espaço público, mais concretamente os Jardins do Parque do Covelo. A única exceção é para o espetáculo Pour le Meilleur et Pour le Pire (Na Alegria e na Tristeza), da companhia francesa Cirque Aïtal, que se refugia no palco do Rivoli (dia 30, qua, €12, transmissão online 2-3 jul). Victor Cathala e Kati Pikkarainen partilham a vida do casal e o estilo de vida do circo, enquanto executam acrobacias surpreendentes, proezas aéreas e números de equilibrismo. Coproduzido pela Companhia Erva Daninha e pela Ágora – Cultura e Desporto do Município do Porto, o Trengo contará com várias estreias.

A trabalhar a arquitetura e a paisagem dos jardins do Covelo estará Recantos, que abre o cartaz do Trengo (dias 28 e 29, seg e ter), uma criação de Daniel Seabra e Vasco Gomes. De Espanha, chegam quatro espetáculos: La Madeja, de Irene de Paz (dias 29 e 30, ter e qua); Espera, da autoria de Francesca Lissia e Celso Pereira/Compañia de Circo EIA (3 jul); Distans, da Vol’e Temps (4 jul); e Só, de Xampatito Pato (4 jul).
Destaque ainda para L’Autre (1-2 jul), da companhia franco-portuguesa O Último Momento, que junta o português João Paulo Santos e o bailarino de hip-hop Lliasse Mjouti. Ao contigente nacional pertence O2, de Pia, a questionar “a desenfreada modernização nesse futuro sempre frágil e incerto” (1-2 jul), e ainda Vinil, uma estreia da companhia Quando Sais à Rua, uma metáfora sobre o disco riscado e a repetição do erro (3-4 jul). Haverá ainda uma proposta luso-americana, da companhia Oliveira & Bachtler, que apresenta Otus Extracts (3 jul), a cruzar técnicas de circo, teatro físico, movimento, palhaço e cenografia. Uma exploração imaginativa das novas linguagens circenses.

Trengo – Festival de Circo do Porto > 28 jun-4 jul > Parque do Covelo > Quinta do Covelo, Porto > grátis (reserva obrigatória: reservastrengo@gmail.com) > Rivoli Teatro Municipal > Pç. D. João I, Porto > T. 22 339 2201 > €12