Entre encostas, montanhas e arranha-céus, as escolhas da jornalista e escritora, autora do recente "Na Memória dos Rouxinóis", vão quase sempre dar às alturas
O nome remete para o monte Parnaso, no centro da Grécia, sendo que, em Paris, até há pouco tempo era o edifício mais alto de França. Filipa Martins nomeia-o por causa do bairro, “a pátria dos artistas”, e também por causa da panorâmica. “É a partir da Torre Montparnasse que se vê bem a Torre Eiffel.”
2. Aldeia do Fujaco São Pedro do Sul
Toda a sua história familiar está ligada a Fujaco, concelho de São Pedro do Sul. A sua mãe nasceu lá, ambas as suas avós são de lá. Mais recentemente, Filipa tem regressado a essa aldeia, na encosta da serra da Arada. “Há uma série de detalhes deste universo que também me inspiraram na escrita”, conta.
3. Bar Botequim, Lisboa
Foi muitas vezes o seu poiso durante a escrita do argumento de Três Mulheres, a série dedicada a Natália Correia, Vera Lagoa e Snu Abecassis que se estreará na RTP. O Botequim foi um lugar de liberdade na Primavera Marcelista – e, para si, um lugar de inspiração também. Lembra aquele “cheiro entranhado a nicotina”: “Quase que somos transportados para a boquilha de Natália.”
4. Torre de Montparnasse, Paris
O nome remete para o monte Parnaso, no centro da Grécia, sendo que, em Paris, até há pouco tempo era o edifício mais alto de França. Filipa Martins nomeia-o por causa do bairro, “a pátria dos artistas”, e também por causa da panorâmica. “É a partir da Torre Montparnasse que se vê bem a Torre Eiffel.”
5. Huayna Picchu, Peru
“Da mesma maneira que se tem a melhor vista de Paris a partir da Torre de Montparnasse, também é de Huayna Picchu que se tem a melhor vista de Machu Picchu. A escalada possui precipícios assustadores, mas a paz que se atinge no topo é extraordinária.”
6. Jardim do Palácio de Cristal, Porto
Destaca o facto de “a cidade nascer a partir daquele epicentro”. E ainda o facto de ser “quase o oposto do casario do Porto”
7. Tóquio, Japão
É a cidade mais “agressiva” que conhece: “Quando saímos do metro e chegamos à superfície parece que estamos a sair de dentro da Terra.” O que nos salva, diz Filipa, são as amendoeiras, “uma barreira sonora e onírica”