A probabilidade de uma pessoa desenvolver um caso moderado ou grave de Covid-19 reduz em 73% caso se siga uma dieta alimentar à base de plantas. Já em pessoas que se alimentam maioritariamente com peixe a redução é de 59%. Estes são os resultados de um estudo realizado a profissionais de saúde de seis países e publicado recentemente na revista online BMJ Nutrition Prevention & Health.
Os investigadores concluíram, também, que quem segue uma dieta com baixo teor de hidratos de carbono e alto teor de proteína apresentam maior risco de desenvolver doença moderada ou grave.
No estudo, os investigadores reuniram as respostas a um inquérito feito a médicos e enfermeiros em França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido e EUA, que tinham elevado risco de contrair a doença e estavam registados na Survey Healthcare Globus, uma plataforma dedicada à pesquisa de mercado na área da saúde. As questões eram relacionadas com o tipo de dieta alimentar que seguiam, o historial médico e o estilo de vida (se fumavam e faziam exercício, por exemplo). Ao todo foram, realizados mais de 2300 inquéritos, entre 17 de julho e 25 de setembro do ano passado.
Os pesquisadores utilizaram modelos matemáticos para analisarem as respostas reunidas e criarem, posteriormente, uma relação entre a alimentação e a gravidade da doença. Embora fique provado que há uma ligação entre os dois, não se consegue afirmar que é uma relação de causa-efeito. Apesar disso, este estudo prova que a nutrição tem um papel importante na imunidade.
Estudos anteriores já tinham sugerido a existência de uma ligação entre os sintomas da Covid-19 e o tipo de alimentos que se ingerem, sem identificarem padrões de dieta completos.