Luís Montenegro e o seu Governo terão seis meses, talvez menos, para mostrar aos portugueses que podem voltar a ganhar eleições. A barafunda e zaragata para a eleição do presidente da AR, que teve de ser resolvida pelo PS, não prometem nenhum descanso político, a começar já na primeira quinzena de Abril, quando for a debate o Programa do Governo.
O Chega (tem dias) já proclamou que não dará nenhuma borla à AD e ao seu Governo, tentando empurrar o PS para os braços dos sociais democratas. Pedro Nuno Santos, que saiu vitorioso desta balbúrdia – dando a sugestão para a eleição de Aguiar Branco e registando as duas vitórias de Francisco Assis – já explicou ao que vinha: liderar a oposição e não ser o amigo “embuçado” de Montenegro.
Esta XVI Legislatura arrancou mal, aos soluços, e pode acabar pior, engasgada e esganada. Luís Montenegro que se prepare para uns seis meses intensos, com uma cadência forte e determinada, e sempre preparado para se apresentar, de novo, aos eleitores. Esta Assembleia – que nasceu antes do Governo – não durará quatro anos.
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