Chegam de todo o lado, incluindo de Zelensky e da Rússia, notícias de uma grande ofensiva ucraniana na região de Zaporígia, em duas frentes, em direção ao Mar de Azov. São centenas de tanques, blindados, artilharia e aviões de combate, ajudados pelos sistemas de defesa aérea, e milhares de tropas, que já terão conseguido quebrar e ultrapassar a primeira linha de defesa russa, e os mais densos campos de minas. E a Leste, em Bakhmut, também há avanços substanciais que colocam as forças russas em grande risco.
Zelensky percebeu, finalmente, que era necessário atacar em força, e com todas as forças, as posições russas, e o comando militar ucraniano está a disponibilizar e a colocar em ação o que de melhor tem em homens e equipamento. Decisivo, agora, é não parar, e não dar a Putin nenhum motivo para se sentir tranquilo e animado.
A Ucrânia tem dois meses e meio, até se instalar o Outono, que inviabiliza grandes manobras, para chegar ao Mar de Azov, e cortar toda a cadeia logística e operacional das forças russas. Não será fácil, e muito menos sem sacrifícios pesados, mas estão a lutar pelo seu próprio país, pelos seus concidadãos, e pela sua integridade e independência.
Cresce em Moscovo, em particular entre os apoiantes da invasão, o sentimento de apreensão de que desta vez a contraofensiva é a sério. E que não há mais homens nem equipamentos para a conter. Quebrada a primeira linha de defesa, e com a sua retaguarda ao alcance dos mísseis e da artilharia ucraniana, as forças russas terão imensa dificuldade em manter as posições. Há um outro alerta especial: Kiev está de olho na Bielorrússia, e nas tropas do grupo Wagner. Será desta, finalmente?
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