Bloco de Notas
Uma vitória a exigir um Presidente à sua altura
Uma grande vitória de António José Seguro, dos valores que na representou e pela forma como os assumiu. Mas, face à clareza da opção em jogo, ao flagrante contraste entre as figuras e os propósitos dos dois candidatos, podem ser preocupantes os resultados de Ventura/Chega
Abdicar dos princípios em prejuízo da democracia
Nunca, durante estes 50 anos de eleições, houve uma opção importante tão nítida e clara como a que os portugueses vão fazer no próximo dia 8 de fevereiro. Porque é radicalmente diferente a forma de cada um dos candidatos pensar e agir, o perfil humano e o percurso cívico, a posição perante a anterior implacável ditadura e o 25 de Abril que a derrubou e instaurou a democracia
Certezas e incertezas das Presidenciais ‘diferentes’
A “luta” entre Melo e Mendes, com o primeiro a acusar o segundo de “facilitador de negócios”, beneficiou muito Cotrim e Seguro. Este começou mal, mas tem acertado o rumo e parece hoje bem situado para chegar à segunda volta
Naquele longo dia de novembro… O relato de José Carlos de Vasconcelos
O único jornalista presente no Forte de São Julião da Barra, onde reuniu o Conselho da Revolução a cinco dias do 25 de Novembro, com greve do governo e manifestação em Belém
Campanha eleitoral limpa, não um combate na lama...
É imperioso, e cada vez mais urgente, legislar nesta matéria, para assegurar o mais possível a lisura, a democraticidade e a própria decência das eleições. Urge definir regras para que as campanhas eleitorais não sejam infestadas de mentiras, insultos, golpes baixos, não sejam combates na lama em que vale tudo
Álvaro Laborinho, uma figura e um talento raros
Entre os seus dons avultava a capacidade rara de analisar factos, acontecimentos, questões, a partir de ângulos e de uma visão diferentes; interrelacionar as coisas, problematizar, dar novas pistas para as apreciar ou mesmo iluminar – numa linguagem e de uma maneira atrativa, envolvente, que prendia a atenção e suscitava a empatia
Borges Coelho, o exemplo do historiador cidadão
Além de notável historiador uma figura raríssima: pelo seu espírito humanista, pelo seu caráter, pela sua solidária atenção aos outros. Tendo sofrido o que sofreu durante a ditadura, seis anos e meio de prisão no Aljube e em Peniche, manteve sempre um espírito tolerante, sem nenhuma espécie de ódio ou ressentimento
Das autárquicas à situação da VISÃO e do JL
Com o seu ‘chefe’ a ser candidato em todos os concelhos e os seus deputados espalhados como candidatos em todo o País, o resultado do Chega dará a real dimensão do partido
Os imigrantes, a Igreja, o Chega, os media…
O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa disse não considerar católico quem tem um discurso contra os imigrantes e o seu acolhimento, e não entender como quem tem um discurso populista, racista, xenófobo, invoca a fé católica e a matriz judaico-cristã da Europa
‘Responsabilidades’, políticas mas não só...
Os incêndios e a tragédia do Elevador da Glória chamam a atenção para a necessidade do máximo de medidas preventivas para evitar dramáticas ocorrências. Muitas vezes os seus custos são elevados – mas muitíssimo mais elevados são ou poderão ser os custos de não serem tomadas
Autárquicas: “um” candidato para todo o país...
Em inúmeras terras, em grandes cartazes, os candidatos do Chega têm, com idêntico destaque, André Ventura a seu lado. O que também quer dizer muito sobre o partido e o que para ele representam as eleições autárquicas
Tempos de Trumps
Estes são tempos também de valas comuns. Nalgumas se amontoam dezenas de milhares de supliciados e mortos inocentes. Noutras se enterram valores civilizacionais e humanistas que julgávamos adquiridos para sempre
Que líder da oposição, que candidatos a Belém?
Seja como for, a sensação que tenho é de que Gouveia e Melo, até pela sua figura, pela sua presença e pela sua forma de falar, transmite aos eleitores uma forte sensação de segurança, sem pôr em perigo a liberdade
O sonho e a resistência do Jornal de jornalistas
O Jornal de 1980, o ano das eleições presidenciais Ramalho Eanes–Soares Carneiro,é um exemplo de seriedade, profundidade e isenção informativa
Vale tudo? Pode valer tudo? Não.
O que visível, indiscutivelmente, significa chamar-lhe corrupto. Quando de tal não é acusado sequer nas condutas impróprias para um primeiro-ministro que lhe são imputadas
Terramoto no mundo, sismo ligeiro em Portugal
O que Trump e sua trupe estão a fazer ultrapassa o que se podia imaginar acontecer num país democrático. Ao inqualificável espetáculo de arrogante exibição de poder – entre o trágico, o demencial e o grotesco – da assinatura de cem “ordens executivas” após a sua posse, sucedem-se, a ritmo alucinante, decisões e intervenções violadoras de normas básicas da democracia, da justiça, da solidariedade, do simples bom senso ou da mera boa educação
Não encostem a democracia à parede
Ora, o primeiro-ministro, que teve um relativamente positivo início de mandato, cometeu, naquela perspetiva, uma muito grave fala quando comparou/equiparou as duas manifestações na sequência da intervenção policial na Rua do Benformoso
Ver o filme do lado do bandido...
As imagens dessas operações transmitem uma ideia ou perceção de segurança?… Não percebo como se pode defender a tese do Governo e adjacentes a este propósito. Defendê-la é ver o filme ao contrário, ver o filme do lado do bandido
Como defender a democracia?
Os perigos decorrentes da vitória de Donald Trump nas eleições dos EUA, não só para o seu país como para o “mundo”, em múltiplos domínios, têm sido amplamente analisados, não vou repetir. Apenas, a tal propósito, duas notas