Lisboa, 15 fev (Lusa) — O cientista de quem se disse em Cabo Verde ir tapar o vulcão do Fogo nasceu há 100 anos. Apontado como renovador da geografia portuguesa, Orlando Ribeiro era um humanista com alma de poeta que se emocionava com as paisagens.
Antoninho, habitante da ilha, ainda se recorda do que corria então, em 1951, entre a população atormentada com mais uma erupção: “O senhor Orlando vem tapar o vulcão”, desejavam.
Obviamente que os profundos desejos dos ilhéus não eram concretizáveis e a cratera continuou a expelir lava, mas a presença do geógrafo ido da então metrópole ficaria registada para sempre com o batismo de Monte Orlando a uma das elevações formadas pela atividade do vulcão.