O fantasma
Sempre foi assim. Todas as noites, antes de se deitar, olhava para debaixo da cama. Não se sabia se procurava alguém, se procurava confirmar apenas que não estava ninguém, mas fazia-o. Ainda hoje o faz. Ontem voltou a fazê-lo e encontrou lá um homem. Tirou os chinelos e, sem dizer palavra, meteu-se na cama. Como se tivesse visto um fantasma.