Mario Grech
68 anos
Malta
Secretário-geral do Sínodo dos Bispos

Francisco nomeou-o secretário-geral do Sínodo dos Bispos, um dos maiores legados do pontífice argentino, e no fundo isso acaba por ser uma vantagem, num conclave em que a maioria dos cardeais não se conhece. Fez algumas declarações a favor da inclusão dos homossexuais, o que lhe valeu a confiança de Francisco, mas também algumas inimizades que, agora, poderão custar-lhe caro.
Peter Erdo
72 anos
Hungria
Arcebispo de Esztergom–Budapest

Elevado a cardeal por João Paulo II, é o nome principal de que se fala do lado conservador, se quisermos adotar a classificação (redutora, mas ainda assim útil) progressistas versus conservadores. Há quem diga que conseguiu estabelecer pontes com Francisco, sendo por isso um candidato de compromisso. Também é visto como um dos pioneiros do Nova Evangelização, movimento que pretende aprofundar a fé católica nos países avançados e mais secularizados.
Matteo Maria Zuppi
69 anos
Itália
Arcebispo de Bolonha

Nascido e criado em Roma, numa família com muitas relações com a Igreja Católica. Preside a Conferência Episcopal Italiana, tendo sido um dos cardeais mais próximos de Francisco. Também está ligado à Comunidade de Santo Egídio, com sede no bairro romano de Trastevere, e ao trabalho com os pobres e os migrantes. Foi o enviado de Francisco à guerra da Ucrânia.
Pietro Parolin
70 anos
Itália
Secretário de Estado do Vaticano

Visto como um candidato de compromisso entre progressistas e conservadores, foi diplomata do Vaticano durante longos anos e, por isso, não tem grande experiência pastoral. No pontificado de Francisco, assumiu as funções de secretário de Estado, sendo o principal arquiteto do acordo sobre a nomeação de bispos na China. Se fosse escolhido, seria o regresso à “velha” tradição de o Papa ser um italiano, depois de João Paulo II, Bento XVI e Francisco.
Joseph Tobin
72 anos
EUA
Arcebispo de Newark

Originário de Detroit, liderou a Congregação dos Redentoristas e, por isso, passou por vários países. Francisco elevou-o a cardeal em 2016 e, posteriormente, a arcebispo de Newark, onde teve de lidar com o caso McCarrick, expulso do sacerdócio após vários escândalos sexuais. Se o Colégio Cardinalício se dispusesse a escolher um Papa norte-americano, Tobin seria uma das hipóteses mais fortes.
Luis Antonio Gokim Tagle
67 anos
Filipinas
Prefeito do Dicastério para a Evangelização

Elevado a cardeal por Bento XVI, Francisco transferiu-o para o Vaticano e atribuiu-lhe o braço missionário da Igreja, o Dicastério para a Evangelização. Tem muitos anos de trabalho pastoral e chegou a liderar a Caritas Internationalis. Por estes dias, já todos sabem que é conhecido como o “Francisco asiático” por causa da maneira como olha para as questões da justiça social.

Peter Turkson
76 anos
Gana
Prefeito emérito do Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral
Tem origens humildes e muitos anos de experiência pastoral. Elevado a cardeal por João Paulo II, já participou nos conclaves que elegeram Bento XVI e Francisco. O primeiro nomeou-o presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz, em 2009. Em 2023, disse à BBC que “rezava” para não ser Papa e os seus opositores viram na declaração uma ação de campanha. Se fosse eleito, seria o primeiro Papa da África subsariana.