O setor das tecnologias entrou em estado de alerta depois de saber que o Departamento do Comércio dos EUA está em vias de finalizar uma lei que restringe a venda de tecnologias consideradas críticas para países adversários. Sistemas quânticos e impressão 3D estarão no grupo de cinco regras que estarão a ser preparadas com o propósito de limitar as exportações tecnológicas, informa a Reuters. Não há ainda uma data prevista para a lei entrar em vigor, mas entre os especialistas há quem admita que talvez só em meados de 2021 a restrição de exportações venha a produzir efeito.
Além do tradicional circuito legislativo americano, a futura lei terá ainda de ser apresentada a empresas, entidades e governos de vários países. Os americanos querem limitar não só a venda direta de produtos tecnológicos para países considerados hostis, mas também querem ter a garantia de que empresas sedeadas noutros países que produzem equipamentos com uma substancial presença de componentes produzidos nos EUA assumem igualmente o compromisso perante a futura legislação.
A nova lei tem vindo a ser produzida num misto de contrarrelógio e controvérsia. Para as maiores marcas de tecnologias americanas está em risco uma importante fatia de receitas; mas por outro lado, a pressão política não parou de aumentar – nem sequer com as notícias que dão conta de um possível acordo comercial entre EUA e China.
«Enquanto burocratas e a indústria andam a rodar polegares, o Partido Comunista Chinês continua a comprar tecnologias críticas americanas com notórios fins militares», sublinha o senador republicano Chuck Schumer, defendendo as restrições de exportações tecnológicas para países considerados hostis.