
A empresa de Redmond vai mesmo avançar com o processo em tribunal para forçar o governo a autorizar revelações sobre os pedidos de informação de entidades como a NSA ou a CIA. Com esta ação, a Microsoft pretende dar resposta às duras críticas de que tem sido alvo, depois de os documentos de Edward Snowden detalharem confirmarem que várias marcas tecnológicas (Facebook, Google, Microsoft e outras) colaboram com as agências de informação norte-americanas.
O conselheiro geral Brad Smith explicou que a administração Obama atuou de forma inadequada ao publicar anualmente o número total de pedidos de dados que são feitos aos fornecedores de acesso à Net e marcas tecnológicas, noticia a ComputerWorld. «A decisão do governo representa um bom princípio. Mas o público merece mais e a Constituição garante mais do que este primeiro passo», escreveu Smith no seu blogue.
James Clapper, o diretor para a Inteligência Nacional nos EUA, explica que as autoridades não querem revelar mais informações. «O FISA (de Foreign Intelligence Surveillance Act) e as agências são parte importante do nosso esforço para manter a nação e os cidadãos em segurança. Revelar informação mais detalhada sobre como são usados e para quem são dirigidas pode obviamente ajudar os inimigos a evitarem ser detetados».
As normas anti-terrorismo impedem empresas como a Google e a Microsoft de publicarem quais os dados tiveram de ceder às autoridades. As empresas veem-se num “fogo cruzado” entre as críticas do público e a obrigação legal. Ambas processaram o Governo em junho para obterem permissão para revelar mais dados.