“O recluso de hoje será nosso vizinho amanhã”. É com esta ideia que normalmente Filipe Lopes conquista a população prisional que visita, desde 2003, para lhes levar poemas. O projeto “A Poesia não tem Grades” nasceu há 12 anos e chegará aos Açores, pela mão deste benemérito, a 15 de outubro.
O trabalho começará em Ponta Delgada, na ilha de S. Miguel, mas a ideia é estendê-lo, tanto em termos de intervenção em meio prisional, como em termos de conferências, debates ou outras acções, às ilhas da Terceira e do Faial. Já este ano, decorreram sessões em dezoito espaços de reclusão em Portugal Continental.
O projeto “A Poesia não tem Grades” tem como objetivo apoiar o processo de recuperação dos reclusos, fomentando uma sociedade mais inclusiva e, ao mesmo tempo, criar hábitos de leitura numa população que, na sua maioria, tem uma reduzida escolaridade e provém de uma realidade social com poucos hábitos de acesso à Cultura.
Além deste iniciativa nos Açores, também em território continental continuarão a decorrer sessões com reclusos, nomeadamente em Faro (6 de outubro), Évora (7 de outubro) e Caxias (8 de outubro). O objectivo para 2016 é desenvolver projectos de continuidade em vários estabelecimentos, permitindo potenciar toda a intervenção de forma sustentada e coerente